Cabo Raso, Cascais, Portugal. ISO 200, F14, 1/10s. Fujifilm X-T2 com Fujinon XF 18-55 F2.8-4 R LM OIS | Fotografia de JoaoLamares
Cabo Raso, Cascais, Portugal. ISO 200, F14, 1/10s. Fujifilm X-T2 com Fujinon XF 18-55 F2.8-4 R LM OIS | Fotografia de JoaoLamares
Cabo Raso, Cas­cais, Por­tu­gal. ISO 200, F14, 1/10s. Fuji­film X‑T2 com Fuji­non XF 18 – 55 F2.8 – 4 R LM OIS | Foto­gra­fia de Joa­o­La­ma­res

Fuji­non XF 18 – 55 F2.8 – 4 R LM OIS

Hoje resol­vi tes­tar o sis­te­ma de esta­bi­li­za­ção de ima­gem da minha Fuji­film Fuji­non XF 18 – 55 F2.8 – 4 R LM OIS. A Fuji­film anún­cia que o sis­te­ma per­mi­te ganhar 3,5 dia­frag­mas (3,5 stops) na velo­ci­da­de de expo­si­ção.

Con­fi­gu­rei a X‑T2 para 200 ISO e obtu­ra­dor ele­tró­ni­co (este obtu­ra­dor não per­mi­te des­cer abai­xo dos 200 ISO) e colo­quei um fil­tro de den­si­da­de neu­tra PRO ND 16 da Hoya que me per­mi­te escu­re­cer a ima­gem em 4 dia­frag­mas (caso con­trá­rio nun­ca con­se­gui­ria des­cer a velo­ci­da­de de obtu­ra­ção abai­xo de 1/60s). Como a obje­ti­va é leve par­ti do prin­cí­pio de que a velo­ci­da­de míni­ma da 18 – 55 seria 1/125s pelo que 3, 5 dia­frag­mas para menos seria… entre 1/8 e 1/15. Esco­lhi 1/10.

As minhas mãos já não são o que eram, mui­tos cafés, algu­mas con­tra­ri­e­da­des, tudo a jun­tar à ida­de (já estou mais per­to dos 60 do que dos 30) e 1/10s é garan­tia de ima­gem tre­mi­da.

Con­fes­so que até ago­ra nun­ca encon­trei um sis­te­ma de esta­bi­li­za­ção que me con­ven­ces­se. A minha pri­mei­ra máqui­na digi­tal, a Koni­ca Minol­ta 7D, tinha sis­te­ma de esta­bi­li­za­ção no cor­po e sem­pre foi supe­ri­or aos das obje­ti­vas Canon que depois tive.

Duran­te o Mil­len­nium Esto­ril Open o Rui Eli­as dis­se mara­vi­lhas do sis­te­ma da XF 100 – 400 R LM OIS WR, mas eu pre­fe­ri tra­ba­lhar com o mono­pé e, por isso não reti­rei gran­des refe­rên­ci­as. Esta­va então na altu­ra de tirar a ver­da­de a lim­po.

Esta pri­mei­ra gale­ria de ima­gens foi rea­li­za­da com as seguin­tes con­fi­gu­ra­ções: ISO 200; aber­tu­ra F vari­ou F13F16 nas pri­mei­ras 3 fotos e des­ceu a F4 na últi­ma; a velo­ci­da­de foi sem­pre de 1/10s.

As ima­gens seguin­tes fora rea­li­za­das da seguin­te for­ma: As duas pri­mei­ras com ISO a 200, aber­tu­ra a F16 e velo­ci­da­de a 1/15s; as duas seguin­tes foram rea­li­za­das à velo­ci­da­de de 1/20s, a pri­mei­ra a F8 e a seguin­te a F11; por fim, a últi­ma ima­gem que foi rea­li­za­da à velo­ci­da­de de 1/50s a F5.6.

Final­men­te resol­vi expe­ri­men­tar o “paning”. Ape­nas para ver o que con­se­guia fazer:

Na pri­mei­ra não con­se­gui um momen­to em que o ciclis­ta esti­ves­se níti­do, mas o efei­to do car­ro em sen­ti­do con­trá­rio (não foi total­men­te ao aca­so), aju­dou a tra­zer dra­ma­tis­mo ao movi­men­to. Já na segun­da a bici­cle­ta e o pró­prio ciclis­ta estão satis­fa­to­ri­a­men­te níti­dos. Res­ta dizer que a pri­mei­ra foi rea­li­za­da com Obtu­ra­dor Ele­tró­ni­co, F13 1/10s a 200 ISO; a segun­da, com obtu­ra­dor mecâ­ni­co, F11 e 1/20s a 100 ISO. Ambas na focal 55mm.

É de fac­to extra­or­di­ná­rio onde este sis­te­ma da Fuji­film nos aju­da a che­gar. Óbvio que temos de tomar algu­mas pre­cau­ções e que nem todas as foto­gra­fi­as ficam no pon­to, mas con­se­gui­mos lá che­gar e não é difí­cil. Nun­ca, nos meus melho­res dias, sonhei em foto­gra­far abai­xo de 1/30s se não tves­se como obje­ti­vo cri­ar algum efei­to de arras­ta­men­to. No entan­to, hoje fi-lo de for­ma inten­ci­o­nal e sem pre­o­cu­pa­ções mai­o­res para me man­ter está­vel.

Outras obje­ti­vas do sis­te­ma X (por Exem­plo a XF 50 – 140 F2.8 R LM OIS WR e a XF 100 – 400 F4.5 – 5.6 R LM OIS WR) per­mi­tem bai­xar até 5,5 dia­frag­mas. A X‑H1 vem equi­pa­da com o IBIS (In Body Ima­ge Sta­bi­li­zer) que per­mi­te os mes­mos 5,5 dia­frag­mas. Isto, con­ju­ga­do com exce­len­te desem­pe­nho a ISO ele­va­do, per­mi­te ao foto­gra­fo rea­li­zar ima­gens “à mão” que outro­ra só eram pos­sí­vel com tri­pé e, acre­di­tem, isso é uma enor­me van­ta­gem.

Até sem­pre.